Elas se tornaram mães durante a pandemia. Fotos: Arquivo Pessoal
As tradições que algumas mamães seguem à risca desde sempre, como ir até uma loja de roupinhas de bebês, escolher o enxoval, fazer uma grande festa para anunciar o nascimento e reunir a família, tudo isso precisou esperar. Foi preciso manter a fé e a esperança.
A administradora Débora Oliveira engravidou em julho de 2019. Parte da gravidez dela foi durante a pandemia. Em julho de 2020, deu à luz a pequena Ana Hadassa.
Desde a gestação até o nascimento da filha, o período foi de incertezas e desafios. Foi uma realidade distinta, e agora, mãe e filha tentam, aos poucos, voltar à normalidade.
“Somos uma família festeira que reunia muito com os amigos e familiares. Faltou esse sentimento de poder compartilhar, teve a questão de não poder interagir, inclusive com a neném foi bem complicado, porque como ela ficou muito reclusa e alheia às pessoas de fora da casa, ela estranhava todo mundo. Ela é diferente dos meus outros filhos que sempre foram muito sociáveis e interagiram muito”, lembrou.
Já o bebê Joaquim nasceu em fevereiro de 2020. Pouco depois, a pandemia chegou em Manaus, e tudo mudou. Segundo a mãe dele, a maquiadora Kivia Maciel, esse período de pandemia foi e ainda tem sido de adaptação.
Joaquim é carinhosamente chamado pela mãe de “Bebê da Pandemia”. Foto: Arquivo Pessoal
“Como toda Mamãe eu já tinha idealizado que quando eu tivesse o bebê, iria levar para família conhecer, fazer várias festinhas com os primos, levar para passear no shopping, no parque. Até ganhamos um carrinho de passeio, mas infelizmente não conseguimos usar, ficou ali só em casa mesmo”, comentou.
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Foram e ainda são mudanças na rotina que impactam diretamente no dia a dia dos pequenos e também das mamães. Aquela sensação de felicidade e ao mesmo tempo de desafio que a maternidade traz, ganhou o bônus do medo e da incerteza com a pandemia.
“Eu costumo dizer que o meu filho é o bebê da pandemia. Às vezes a pessoa quer brincar com ele, faz uma gracinha e ele não retribui muito bem, por conta desse período que a gente passou isolado. Mas se Deus quiser daqui para frente vai só melhorar, ele vai conhecer outra parte da família e conviver também”, disse.
Adaptar-se ao novo normal não é fácil, assim como também não é fácil ensinar os primeiros passos, as primeiras palavras.
Tudo é novo e desafiador, mas essas mamães têm mostrado que com amor e paciência, é possível se reinventar a cada dia, para vivenciar de forma completa um os maiores presentes da vida: ser mãe.
Rebeca Beatriz – Rádio Rio Mar
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