PF desvendará quem matou e mandou matar Marielle Franco, diz Flávio Dino

O ministro da Justiça Flávio Dino afirmou que a Polícia Federal vai atuar para desvendar quem matou a vereadora Marielle Franco. Também disse que pretende federalizar as investigações.

Dino afirmou que é uma “questão de honra” solucionar o assassinato da vereadora Marielle Franco do Psol, em 2018 no Rio de Janeiro. Ele sugeriu federalizar as investigações sobre o caso, mas, para que isso venha a ocorrer, é necessário um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ele mencionou uma promessa feita à família de Marielle de que a Polícia Federal (PF) vai apurar quem matou e quem ordenou a morte da vereadora. Os atiradores foram presos, mas até hoje ainda não foi esclarecido quem foram os mandantes do crime.

“Eu disse à ministra Anielle [irmã de Marielle] e a sua mãe que é uma questão de honra do Estado brasileiro empreender todos os esforços possíveis e cabíveis, e a Polícia Federal assim atuará, para que esse crime seja desvendado definitivamente e nós saibamos quem matou Marielle e quem mandou matar Marielle Franco naquele dia no Rio de Janeiro”, disse Dino.

Anielle Franco, nomeada ministra da Igualdade Racial do novo governo, vê com bons olhos a ideia de federalizar o caso, embora sua família fosse contra a medida durante o governo Bolsonaro. “Estamos respirando ares melhores”, afirmou, citada pelo jornal Folha de S. Paulo.

“Com certeza vamos debater sobre, porque a gente estava contra até então. O [diretor-geral da PF] Andrei estava ao lado do Dino hoje dizendo que já está encarregado da missão”, afirmou a ministra. “Não posso falar só por mim, tem que falar com toda a família.”

Novo diretor-geral da PF

Anielle se referia ao novo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. Ele era o responsável pela coordenação da segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral e na posse.

O novo comandante também integrou a segurança da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010 e foi indicado para coordenar a segurança na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos do Brasil.

Se antecipando a possíveis críticas por indicar um nome bastante próximo a Lula e ao PT, Dino fez questão de frisar que escolha partiu dele próprio. “Poderia haver a crítica se tivesse sido o Lula que colocou o Andrei. Eu volto a te dizer que não foi o Lula que indicou, quem indicou fui eu. Acho que ele preenche os critérios e estou muito feliz com a escolha.”

O ministro relatou que pediu ao novo diretor-geral da PF avanços em todos os inquéritos que ainda não foram instaurados referentes aos atos contra o Estado democrático, ações terroristas, incitação das Forças Armadas e ameaças aos Poderes.

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