Espetáculos que exploram diferentes linguagens, narrativas e experiências das artes cênicas estão entre os vencedores da 20ª edição do Festival de Teatro da Amazônia (FTA). Após duas semanas de programação, com apresentações da manhã à noite em diferentes espaços culturais de Manaus, o evento, que é referência no Norte do país, reconheceu artistas, grupos e profissionais nas categorias artísticas e técnicas das mostras Jurupari Infâncias e Jurupari Adulto. A premiação evidenciou a diversidade das produções que passaram pelos palcos da capital amazonense.
Entre os destaques da Mostra Jurupari Infâncias está “AaarRG! Piratas!”, da Cia Teatro Estridular, que conquistou cinco prêmios: Melhor Direção, com Iogan Montefusco; Melhor Figurino; Melhor Visagismo; Melhor Iluminação, com Nicka; e Melhor Design de Som, com Luana Aranha, Carlos Marin e Carla Garcia.
O espetáculo “Borboletas Bebem Lágrimas de Tartarugas”, de Ítalo Rui, também figura entre os mais premiados, com quatro reconhecimentos: Melhor Espetáculo, Melhor Ator ou Artista Não-binárie, com Ítalo Rui; Melhor Dramaturgia, com Pricilla Conserva; e Melhor Cenário, também com Ítalo Rui. Já Nicka recebeu o prêmio de Melhor Atriz ou Artista Não-binárie pela atuação em “Criancice”.
Na Mostra Jurupari Adulto, “A Ilha Profana do Cantagalo”, do Grupo Jurubebas, recebeu três premiações: Melhor Ator ou Artista Não-binárie, com Paulo Oliveira; Melhor Dramaturgia, com Felipe Jatobá; e Melhor Visagismo, com o Grupo Jurubebas.
“A Mulher que Desaprendeu a Dançar”, do Ateliê 23, recebeu o prêmio de Melhor Espetáculo e também foi reconhecido pela iluminação de Paulo Martins. Outra produção premiada foi “Filha do Encontro das Águas”, que recebeu os prêmios de Melhor Cenário e Melhor Figurino, ambos para N’água.
Entre os demais premiados estão Francis Madson, que recebeu o prêmio de Melhor Direção por “Erenilda: Puta de Garimpo com Dente de Ouro”, e Neuriza Figueira, reconhecida como Melhor Atriz ou Artista Não-binárie por “Carta aos Meus Ossos: Um Manifesto de Vida – História de Neuriza Figueira”. O espetáculo também recebeu o prêmio de Melhor Design de Som, com Stivisson Menezes
A premiação concedeu ainda o Prêmio Especial do Júri a Viviane Palandi, em reconhecimento à sua contribuição à cena amazônica.
Duas semanas de teatro
A 20ª edição do Festival de Teatro da Amazônia movimentou o cenário cultural de Manaus com uma programação que reuniu espetáculos, ações formativas, debates e encontros. As atividades ocuparam o Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, Teatro Gebes Medeiros, Largo de São Sebastião e outros espaços culturais, ampliando o contato do público com as artes cênicas.
Para a presidente da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam), Daniely Peinado, a edição foi marcada por novidades que fortaleceram o encontro entre artistas e grupos de diferentes gerações.
“Este ano tivemos algumas novidades, como a apresentação de crianças na Mostra Jurupari Infâncias, que foi linda, e o projeto Confluências, que reuniu coletivos, espaços culturais, iniciativas e projetos que agregaram nossa programação”, afirmou.
Outra novidade foi a retomada da história do troféu da Máscara Jurupari, produzido pelo artesão Emerson Firmo com madeira reaproveitada de Itaúba, antes utilizada na fabricação de embarcações.
“Trouxemos essa memória, nossa regionalidade. O troféu se alinha ao tema Confluências, essa junção de águas e movimentos diferentes. Foi algo muito especial”, explicou Daniely.
A vice-presidente da Fetam, Jackeline Monteiro, reforçou que o trabalho coletivo tornou possível a realização do festival.
“É um festival feito a muitas mãos. Foram duas semanas intensas de programação, e fazer teatro é desafiador”, pontuou.
Para a tesoureira da federação, Ananda Guimarães, a diversidade de participantes e espectadores também marcou a edição.
“A gente fez história em vários momentos, com uma diversidade de públicos e corpos que se fizeram presentes no evento”, disse.
Festival
Em sua 20ª edição, o Festival de Teatro da Amazônia consolida uma trajetória dedicada às artes cênicas, ao reunir artistas, grupos, coletivos e diferentes gerações em uma programação que conecta a produção amazonense a trabalhos de outros estados.
O 20º Festival de Teatro da Amazônia é uma realização da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Vale.
O evento conta com apoio da WEG, do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa; Águas de Manaus; Atelo Inteligência de Dados; Instituto Brasileiro de Teatro (iBT); Prefeitura de Manaus, via Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult); e Samel. Também são parceiros a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT), o Teatro Lambe-Lambe, o Sesc/Fecomércio/Senac e o Buia Teatro. O Mural Living é o hotel oficial do festival.
Confira os premiados
Mostra Jurupari Infâncias
Prêmios artísticos
Melhor Espetáculo: Ítalo Rui – “Borboletas Bebem Lágrimas de Tartarugas”
Melhor Direção: Iogan Montefusco – “AaarRG! Piratas!”
Melhor Ator ou Artista Não-binárie: Ítalo Rui – “Borboletas Bebem Lágrimas de Tartarugas”
Melhor Atriz ou Artista Não-binárie: Nicka – “Criancice”
Melhor Dramaturgia: Pricilla Conserva – “Borboletas Bebem Lágrimas de Tartarugas”
Prêmios técnicos
Melhor Cenário: Ítalo Rui – “Borboletas Bebem Lágrimas de Tartarugas”
Melhor Figurino: Cia Teatro Estridular – “AaarRG! Piratas!”
Melhor Visagismo: Cia Teatro Estridular – “AaarRG! Piratas!”
Melhor Iluminação: Nicka – “AaarRG! Piratas!”
Melhor Som ou Trilha Sonora (Design de Som): Cia Teatro Estridular: Luana Aranha, Carlos Marin e Carla Garcia – “AaarRG! Piratas!”
Mostra Jurupari Adulto
Prêmios artísticos
Melhor Espetáculo: Ateliê 23 – “A Mulher que Desaprendeu a Dançar”
Melhor Direção: Francis Madson – “Erenilda: Puta de Garimpo com Dente de Ouro”
Melhor Ator ou Artista Não-binárie: Paulo Oliveira – “A Ilha Profana do Cantagalo”
Melhor Atriz ou Artista Não-binárie: Neuriza Figueira – “Carta aos Meus Ossos: Um Manifesto de Vida – História de Neuriza Figueira”
Melhor Dramaturgia: Felipe Jatobá – “A Ilha Profana do Cantagalo”
Prêmios técnicos
Melhor Cenário: N’água – “Filha do Encontro das Águas”
Melhor Figurino: N’água – “Filha do Encontro das Águas”
Melhor Visagismo: Grupo Jurubebas – “A Ilha Profana do Cantagalo”
Melhor Iluminação: Paulo Martins – “A Mulher que Desaprendeu a Dançar”
Melhor Som ou Trilha Sonora (Design de Som): Stivisson Menezes – “Carta aos Meus Ossos: Um Manifesto de Vida – História de Neuriza Figueira”
Prêmio Especial do Júri
Contribuição à cena amazônica: Viviane Palandi
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