"Não vamos dar trégua", diz Lula após reunião com governadores

O presidente Lula, em reunião com governadores nesta segunda-feira, 9/1 , disse que o país não vai permitir que a democracia escape das mãos.

Lula convocou a reunião após os ataques terroristas na Praça dos Três Poderes, no domingo, 8/1, quando uma minoria radical de bolsonaristas depredou o Palácio do Planalto e os prédios do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram a Brasília 23 governadores. Os outros quatro estados enviaram representantes. Todos os discursos no encontro foram de defesa da democracia e repúdio aos ataques do domingo.

Caminhada

Após reunião com governadores e vice-governadores das 27 unidades federativas do país, o presidente saiu do Palácio do Planalto em caminhada simbólica com autoridades até o STF.

No meio da praça, Lula falou com jornalistas. O presidente disse que o governo “não vai dar trégua” até descobrir quem financiou os atos terroristas. “Não vamos dar trégua até descobrir quem financiou tudo o que aconteceu neste país”, afirmou. “O que eles querem é golpe, e golpe não vai ter”.

Wilson Lima

O governador Wilson Lima participou da reunião. “Viemos aqui, todos os governadores, para reforçar esse compromisso que a gente tem o respeito à democracia e o respeito às instituições. O prejuízo que aconteceu em Brasília não foi só material, acima de tudo deixa uma mancha na história do nosso país. Nós estamos fazendo a nossa parte enquanto governadores, atendendo, inclusive, a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de desocupar a frente dos quartéis e ficarmos vigilantes a situações como essa”, avaliou o governador do Amazonas em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto.

"Não vamos dar trégua", diz Lula após reunião com governadores

As forças de Segurança Pública do Governo do Amazonas, em conjunto com órgãos municipais, retiraram o acampamento de manifestantes que estava em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA), na zona Oeste de Manaus. A ação, que ocorreu de forma pacífica, em cumprimento à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, contou com o trabalho conjunto de 200 agentes dos diversos órgãos envolvidos.

“Nós estamos de prontidão para que situações como essa, que ultrapassem os limites constitucionais, não atrapalhem a vida do cidadão e que, sobretudo, não firam a Constituição e o nosso processo democrático”, concluiu Wilson Lima.

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