Justiça do AM aceita denúncia contra 16 policiais acusados de chacina no ramal Água Branca

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu, nessa terça-feira (21), a denúncia do Ministério Público do Estado (MPAM) contra 16 policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). Eles são acusados de assassinar quatro pessoas – dois homens e duas mulheres – na chamada ‘Chacina do Ramal Água Branca’, na rodovia AM-10, em dezembro do ano passado.

O Ministério Público informou que os PMs foram delatados pelo crime de homicídio qualificado, que impossibilitada a defesa das vítimas, por quatro vezes, é considerada a multiplicidade. “Os promotores produziram a acusação com base em prova colhida nos autos, determinando a segura participação dos policiais e de suas respectivas equipes na prática criminosa”, declarou o MP.

Os 16 policiais estão presos no Batalhão da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste. Eles são acusados das mortes de Diego Máximo Gemaque, de 33 anos, Alexandre do Nascimento Melo, 29 anos, Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31 anos, e Valéria Pacheco da Silva, 22 anos.

As investigações apontam que as vítimas, que estavam em um carro modelo Onix branco, foram abordadas pelos policiais na rua Portland, no bairro Nova Cidade, e, em seguida, levadas para o ramal Acará, na Avenida das Torres, onde policiais se reuniram para decidir como seria executada a chacina. Os corpos das vítimas foram encontrados no ramal Água Branca, no KM 35 da rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara).

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