Dados do Inca – Instituto Nacional de Câncer, apontam que o Amazonas apresenta uma incidência de 10 casos de doença no colorretal para 100 mil pessoas. O órgão também estima que o Estado terá 230 casos novos por ano, sendo 120 em homens e 110 em mulheres. A presença de tumores em estágio mais avançado, além da ausência de sintomas e de métodos de rastreio da doença contribui para este cenário.
Pensando em reverter esse quadro, uma pesquisa realizada pela FCecon e Fapeam busca identificar mutações genéticas em genes supressores e de suscetibilidade envolvidos na resistência ao tratamento de pacientes com Câncer Colorretal no Amazonas. O estudo amplia o entendimento da comunidade quanto ao prognóstico da doença, como destaca a coordenadora da pesquisa e doutora em Imunologia Básica e Aplicada da FCecon, Valquiria do Carmo Alves Martins.
A pesquisa teve início em fevereiro deste ano e, até o momento, foram incluídos 32 pacientes da FCecon, com uma perspectiva de inclusão de 150. Entre os métodos usados na pesquisa está a coleta de amostras e extração de DNA em pacientes diagnosticados com a doença, durante o procedimento cirúrgico ou biópsia.
De acordo com o Inca, o Câncer Colorretal é o segundo tipo de tumor que mais mata homens e mulheres. Ele acomete pacientes com mais de 45 anos ou em pessoas que tenham casos na família. O Brasil aparece com a triste marca de 40 mil novos casos por ano.
Rádio Rio Mar
Foto: Acervo da pesquisadora Valquiria do Carmo Alves Martins
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