O veterinário Hermes Martin Melgar Saldarriaga, que atuava no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Iranduba, está sendo investigado por denúncias de maus-tratos a animais. O caso mais recente envolve a morte do cachorro comunitário Salomão, que teria sido submetido a um procedimento de eutanásia proibido há mais de 10 anos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

De acordo com o boletim de ocorrência, Salomão — já vacinado, castrado e vermifugado — foi capturado no Residencial Amazonas 1 e levado para a Unidade Básica de Saúde Joana Miranda de Oliveira. Lá, o veterinário teria aplicado cloreto de potássio diretamente no coração do animal, método conhecido como eutanásia intracardíaca.

Testemunhas relataram que a cena foi tão chocante que até um funcionário da própria unidade passou mal ao presenciar o ato. Moradores registraram imagens do veterinário transportando o cachorro. Posteriormente, fotografias mostraram o profissional com o corpo do animal dentro de um saco.

Veterinário foi afastado cargo

A repercussão do caso levou a Prefeitura de Iranduba a emitir nota confirmando a identificação do veterinário e informando seu afastamento.

“A gestão não compactua, nem jamais compactuará, com práticas de maus-tratos ou qualquer tipo de violência contra animais (…) Ressaltamos que tal conduta foi individual, e não representa a postura da Prefeitura de Iranduba”, declarou o órgão nas redes sociais.

Veterinário é investigado após matar cachorro comunitário em Iranduba

Outras acusações

Este não é o único episódio envolvendo o servidor. Segundo relatos anexados ao boletim, Saldarriaga já teria sido flagrado enforcando um cachorro até a morte, além de ser acusado por colegas de aplicar eutanásias irregulares em clínicas e residências.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou que já está investigando o caso para apurar as denúncias e eventuais responsabilidades criminais. O veterinário poderá responder por crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que estabelece detenção e multa para práticas que resultem em sofrimento ou morte injustificada de animais.

Até o momento, não há informações sobre prisão ou medidas judiciais adicionais contra o profissional.

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