Temporada de pesca esportiva deve movimentar R$ 400 milhões no AM

A temporada de pesca esportiva no Amazonas, que ocorre entre agosto e dezembro, durante o período de vazante dos rios, deve movimentar cerca de R$ 400 milhões direta e indiretamente na economia local este ano, segundo estimativa da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur). O montante inclui impactos na operação de barcos-hotéis, hotéis de selva, agências de turismo, transporte e comércio local.

Os principais destinos para a prática da pescaria, são: Barcelos, Careiro, Autazes, Silves, São Sebastião do Uatumã e áreas próximas à capital, Manaus. A expectativa para a temporada de 2025 no Amazonas é de atrair cerca de 30 mil turistas.

De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), as espécies mais visadas por pescadores amadores e turistas são tucunarés, pirapitinga, piraíba, jaú e pirarara. Por definição, a prática adota o modelo “pesque e solte”, evitando o abate e priorizando a conservação ambiental.

A modalidade utiliza equipamentos específicos, como varas, molinetes, iscas artificiais e anzóis sem farpa, para reduzir impactos e aumentar as chances de sobrevivência dos peixes após a soltura.

É fundamental seguir as normas ambientais vigentes, como os períodos de defeso, limites de captura e destinação correta dos resíduos. Em áreas protegidas — como Unidades de Conservação, terras indígenas e zonas com acordos de pesca — há normas adicionais sobre horários, equipamentos permitidos e tamanho das espécies. No Amazonas, o limite de captura para consumo próprio é de 10 kg + 1 unidade.

“Este é um setor que vem crescendo de forma significativa nos últimos anos, apresentando potencial de conflitos com comunidades locais pela disputa de recursos e espaço, mas também se revela uma importante atividade sustentável quando realizada de forma correta, com investimentos”, afirma Caio André, analista ambiental da Gerência de Controle de Pesca (GECP) do Ipaam.

Regularização

Para garantir a legalidade das atividades, o Ipaam exige que pescadores, operadores turísticos, embarcações e estabelecimentos de hospedagem estejam devidamente licenciados. Pessoas físicas e jurídicas precisam obter documentação junto ao Ipaam e regularizar as estruturas utilizadas.

O órgão emite dois documentos essenciais para a prática legal: o Certificado de Registro de Pesca, destinado a operadores e agências, e a Carteira de Pesca, de uso pessoal do pescador.  Além disso, a regulamentação inclui capacitações obrigatórias previstas nos Planos de Trabalho apresentados pelos operadores, com treinamentos promovidos por prefeituras, empresas ou outras instituições, voltados a boas práticas de pesca e conservação ambiental.

Os interessados em atuar no setor podem acessar o site do Ipaam (www.ipaam.am.gov.br), na aba “Serviços”, para consultar orientações e requisitos para a solicitação de licenças relacionadas à pesca e aquicultura.

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