O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu às ameças que foram publicadas nas redes sociais e provocaram a prisão de um fazendeiro, nesta quinta-feira, e uma operação da Polícia Federal (PF) contra um vigilante, nesta sexta-feira, no Pará.

“Se eu tivesse medo não teria nascido. Se eu tivesse medo eu não era presidente da República. Eu aprendi com a minha mãe a não ter medo de cara feia, cão que late não morde”, afirmou o presidente. “E portanto vou fazer deste país um país civilizado, país em que as pessoas levantem de manhã sorrindo, possam cumprimentar o vizinho sorrindo”.

Lula cumpre agenda em Parintins (AM). No fim de semana, deve descansar em Alter do Chão, vila paradisíaca próxima a Santarém (PA). Na próxima semana, o presidente se reúne com chefes de Estado de países vizinhos na Cúpula da Amazônia, em Belém.

Operação

Segundo divulgou a PF, as buscas tentam “evitar a possibilidade de atentado ao presidente, posto que o suspeito atua profissionalmente como vigilante e possui arma de fogo”.

O suspeito foi levado para prestar depoimento. E que, como as postagens tinham sido feitas há mais tempo, não foi possível expedir uma prisão em flagrante.

Nas buscas, a PF apreendeu o celular do vigilante – mas não encontrou armas no endereço em que o mandato foi cumprido.

Buscas

A Polícia Federal também faz buscas, nesta sexta, em endereços do fazendeiro preso na quinta (3) em Santarém após ameaçar “dar um tiro em Lula” ao fazer compras em uma loja de bebidas.

O homem, identificado como Arilson Strapasson, chegou a pesquisar o hotel em que Lula ficaria hospedado no estado.

A Justiça Federal determinou restrições de circulação para Strapasson em Alter do Chão e que ele seja monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

 

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