Márcio Robson Cardoso de Sousa foi preso nessa quinta-feira (25/09), suspeito de participar da execução de Aline Taiane Oliveira Azevedo, de 24 anos em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). Segundo informações iniciais, o homem confessou ter atuado como motorista do veículo usado no crime e contratado por um casal de traficantes para participar da ação junto ao pistoleiro responsável pelos disparos.

De acordo coma a polícia, equipes da Rondas Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) efetuaram a prisão enquanto Márcio trafegava pela avenida André Araújo, na zona Leste de Manaus, no veículo supostamente usado no crime. A esposa dele, que estava no carro no momento da abordagem, foi ouvida e liberada em seguida.

Possíveis motivações
Investigações preliminares da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apontam que o crime tem características de execução planejada e apura duas hipóteses iniciais. A primeira é uma rixa familiar: parentes e amigos relataram à polícia que uma irmã de Aline teria prometido “mandar matar” a vítima após desentendimentos anos atrás. A morte da vítima teria sido encomendada.

Segundo informações iniciais, a irmã estaria ligada a uma organização criminosa que atua em Iranduba (a 27 quilômetros da capital) e estaria entre as possíveis mandantes do crime.

Preso por participar de execução em Manacapuru diz ter sido contratado por traficantes
Vítima foi morta na frente da filha – Foto: Reprodução

A segunda linha investigativa confirma o vínculo com o crime organizado, conforme a declaração do motorista preso. A polícia trabalha para identificar o casal de traficantes citado por Márcio e confirmar se a execução está relacionada a disputas de facções criminosas que atuam no interior do estado.

Além do casal mencionado por Márcio, a polícia também investiga a participação de uma segunda mulher, que teria dado apoio logístico circulando em outro veículo durante a execução. Ela ainda não foi localizada.

Polícia busca por pistoleiro
O atirador que disparou contra Aline também segue foragido. A DEHS, em parceria com a delegacia de Manacapuru, segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação exata do homicídio.

Filha presenciou o crime
Aline foi morta com um tiro na nuca, à queima-roupa, na frente da filha, enquanto a criança levava para a escola. Um vídeo de câmeras de segurança registraram o momento do disparo. Nas imagens, é possível ouvir os gritos de desespero da criança.

A vítima foi abordada por um carro de cor prata, quando foi surpreendida pelo pistoleiro. Após a execução, o criminoso fugiu do local sem ser identificado.

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