Brasília – O Partido Liberal (PL), presidido por Valdemar Costa Neto, confirmou a filiação do presidente Jair Bolsonaro. O mandatário reuniu-se nesta manhã de quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, com o presidente da sigla e acertou os detalhes finais da sua ida à legenda.
A cerimônia que vai oficializar a filiação de Bolsonaro deve ocorrer em 22 de novembro, data que remete ao número da sigla nas urnas. A cerimônia de filiação vai ser em Brasília, após retorno do chefe do Executivo federal da viagem ao Oriente Médio. Ainda hoje Valdemar Costa Neto deve divulgar uma declaração sobre a aliança do partido com o presidente.
Mais cedo, antes de se reunir com Costa Neto, Bolsonaro disse, em entrevista a uma rádio capixaba, que havia 99,9% de chances de ir para o PL. “Depende da última conversa hoje. Está bastante encaminhado”, afirmou. Segundo o presidente, faltava ser acertado um “pequeno detalhe” sobre as candidaturas em São Paulo. O presidente defende que é preciso fazer um número considerável de senadores, dado que hoje a base do governo no Senado é frágil.
A filiação do chefe do Executivo federal deve ser acompanhada de políticos aliados, a maioria dos quais está hoje no PSL. “Eu vou levar mais solução do que problemas”, pontuou ele.
Bolsonaro vinha dizendo que estava entre três legendas: PP, PL e Republicanos (antigo PRB). Há um acordo para que o PP indique o candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022. O Republicanos também deve compor com o presidente na campanha.
Bolsonaro completa, na próxima sexta-feira (12), dois anos sem filiação partidária. Trata-se de um recorde entre presidentes da República e um prazo maior do que o previsto inicialmente pelos próprios bolsonaristas.
Ele deixou o PSL, partido pelo qual foi eleito presidente, em novembro de 2019, após uma série de desentendimentos com a cúpula da sigla. Na ocasião, chegou a promover o lançamento de uma nova agremiação: o Aliança pelo Brasil, porém o projeto não saiu do papel em razão da dificuldade para recolher as assinaturas exigidas para registro perante o TSE.
Histórico
Em seus 30 anos de vida pública, Bolsonaro já passou por oito agremiações, algumas das quais foram decorrentes de fusões ou tiveram mudança de nomenclatura. Ele se elegeu vereador, em 1988, pelo PDC, partido que depois se fundiu ao PDS, herdeiro direto da Arena, formando o PPR. Durante seus sete mandatos como deputado federal, Bolsonaro passou por PPB, PTB, PFL (atual DEM), PP, PSC e PSL.
O partido ao qual foi filiado por mais tempo foi o PP, onde esteve entre 2005 e 2016. Já mirando na campanha presidencial, ele se desligou da sigla e foi para o PSC, do pastor Everaldo. De última hora, se filiou ao PSL.
Depois de ter deixado o PSL, Bolsonaro passou alguns meses tentando viabilizar o Aliança pelo Brasil. Sem sucesso, passou o ano de 2021 tentando com siglas pequenas, como PRTB, PMB, Avante e Patriota. No caso deste último, um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro, chegou a se filiar à legenda para abrir espaço para o pai. No entanto, dificuldades internas impediram que as negociações fossem adiante.
*Com informações do Metrópoles
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