Após o rio Negro ultrapassar a cota de inundação de 27,50 metros, a Prefeitura de Manaus iniciou, na semana passada, a operação ‘Cheia 2023’, para minimizar os impactos socioeconômicos à população. Pontes de madeiras começaram a ser construídas e está sendo elaborado um plano de trabalho para definir as próximas ações.
Na última sexta-feira (19), o vice-prefeito e chefe da Casa Civil, Marcos Rotta, detalhou alguns dos trabalhos já em curso da operação, que conta com mais de 588 metros de pontes construídas nos bairros Educandos, na zona Sul, e São Jorge, na zona Oeste, que auxiliarão as pessoas a trafegarem nessas regiões atingidas pela cheia.
“Já temos em curso operações para a construção de pontes e visitas aos pontos mais críticos de cheia, por exemplo. Mas, para além disso, o prefeito vem trabalhando, trazendo boas notícias de Brasília e praticamente deixando já garantidos ao Tesouro público o acesso a R$ 600 milhões, o que, tornará possível a construção de 5 mil novas moradias populares para que possamos retirar definitivamente a população dessas zonas de risco”, ressaltou.
O secretário-executivo da Defesa Civil, Gladiston Silva, informou que a acessibilidade dos moradores dos bairros São Jorge e Educandos está garantida, com mais de 500 metros de pontes construídas. A estimativa é de que o bairro Aparecida seja o próximo a receber as estruturas.
“Nos antecipamos à cheia do rio Negro e estamos trabalhando, incansavelmente, para dar resposta com 580 metros de pontes já construídos, para que as famílias não sofram e percam o seu direito de ir e vir”, afirmou o secretáro-executivo.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o segundo alerta de cheia estima que a cota de 2023 não deve ultrapassar a marca de 28,51 metros, o que será confirmado no próximo alerta que tem divulgação prevista para o dia 31 deste mês. A maior cheia do rio Negro foi registrada em 2021, quando as águas chegaram à marca de 30,02 metros, segundo a medição do Porto de Manaus.
Nesta segunda-feira (22), o Rio Negro apresenta cota de 27,87 metros, conforme a medição do porto. As Secretarias municipais de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg); Infraestrutura (Seminf); e da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) estão elaborando um plano de trabalho para definir as próximas ações nas áreas urbana, ribeirinha e rodoviária.
Assistência Social
De acordo com levantamento da Semasc, durante os dois meses da operação ‘Cheia’, serão pagos mais R$ 4,8 milhões em Auxílio Aluguel, benefício pago em duas parcelas de R$ 600, R$ 4,5 milhões em benefícios eventuais (kits de limpeza, cestas básicas, colchões etc.) e outros R$ 51,8 mil em materiais de consumo e serviços terceirizados necessários para a viabilização do atendimento à população.
“Ainda que, ao que tudo indique, não tenhamos uma cheia tão grave quanto a de anos anteriores, estamos preparados para atender até 4 mil famílias com serviços e benefícios da política de Assistência Social”, afirmou o secretário da Semasc, Eduardo Lucas.
Demais municípios
O levantamento mais recente divulgado pela Defesa Civil do Amazonas mostra que Boca do Acre continua como único município em situação de emergência até o momento. Outros 24 municípios estão em situação de alerta e 27 em situação de atenção.
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