Nenhuma prefeitura do AM está impossibilitada de pagar novo piso salarial dos professores, diz Serafim

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) usou as suas redes sociais para contestar a declaração do presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Souza, de que as prefeituras do interior não têm condições de pagar o novo piso salarial aos professores.

“Prefeitos do interior: esse recado é apenas para os que escondem o FUNDEB dos professores. Dia 31 de janeiro, vou expor os valores de cada município arrecadado e mostrarei que não existe UMA prefeitura impossibilitada de pagar o novo piso salarial da educação”, escreveu o deputado e economista na publicação.

Nos oito anos de mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas, Serafim sempre fiscalizou a execução dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Nesse período, Serafim divulgou levantamentos mostrando as arrecadações por parte dos municípios, além de cobrar o repasse aos professores. E prometeu fazer a prestação de contas no dia 31, último dia de mandato do deputado, que não conseguiu se reeleger em 2022.

“Prefeitos e prefeitas, ainda dá tempo de dizerem a verdade”, escreveu o parlamentar na legenda da publicação no Instagram.

Reajuste piso salarial

O aumento de quase 15% foi assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), no início da semana. Com o reajuste, o piso salarial do magistério de R$ 3.845,63 que subiu para R$ 4.420,55. O ajuste deve ser feito anualmente, em janeiro.

Em nota, a AAM defendeu que os prefeitos concederam o reajuste real no ano passado, na mudança de classe e progressão, com a vigência da Lei do Fundeb.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em 2023, os municípios do Amazonas devem ter um impacto estimado em R$ 672,9 milhões, caso repassem o novo reajuste.

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