Nesta terça-feira, 07/06, o rio Negro em Manaus atingiu 29,61 metros ocupando a marca de sexta maior cheia registrada na capital desde 1903. O nível do rio hoje se iguala a mesma cota registrada em 1976. A Prefeitura de Manaus decidiu pela interdição da alça inferior da Ponte dos Bilhares.

Comparado com 2022, a cota do rio está 39 centímetros abaixo do que o mesmo dia no ano passado. Mesmo distante de alcançar a marca recorde, a cheia deste ano é considerada grande.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), informou no 3º Alerta de Cheia, divulgado em 31 de maio, que a previsão de máxima para este é 29,65 metros. A meta pode ser superada em dois dias, levando em consideração que a média de subida do rio tem variado entre 2cm e 3cm por dia, de acordo com dados do Porto de Manaus.

“A gente vem observando uma redução na velocidade de subida desses rios, então a cada dia o rio sobe menos de um dia pro outro, chegando inclusive a ficar alguns dias estabilizados, na semana passada o rio ficou três dias praticamente estável, esse final de semana novamente o rio se estabilizou de um dia para o outro”, destacou a pesquisadora.

Na última sexta, 03/06, o rio na capital, ficou estável, voltando a subir 2cm no sábado.

“Estamos falando de um rio de 50 metros de profundidade, então a variação da ordem de 1 cm ou 2cm, na verdade representa o mesmo fenômeno, indica pra gente que existe um processo de estabilização do nível do rio, ou seja, a enchente está praticamente no fim, embora a gente não saiba quantos dias esse processo vai durar”, afirmou a Luna.

Rio subindo

De acordo com a pesquisadora em geociências do CPRM, Luna Gripp, o processo de inundação severa no Amazonas ainda é grave para diversos municípios, onde o rio continua subindo, como Manaus, Manacapuru, Iranduba, Careiro, Itacoatiara e Parintins.

“Pra gente confirmar que o nível do rio não vai subir mais e que engatou em um processo de vazante é importante a observação de vários dias de estabilização e principalmente observar quando o nível do rio começar a reduzir por pelo menos por cinco, seis dias”, concluiu.

Cheia histórica

No dia sete de junho de 2021, o rio estava em 30 metros, e já batia o recorde de maior cheia, chegando a cota histórica de 30,02 metros, nove dias depois, em 16 de junho.

Ranking de Cheias:

1ª: 2021 – 30,02 metros
2ª: 2012 – 29,97 metros
3ª: 2009 – 29,77 metros
4ª: 1953 – 29,69 metros
5ª: 2015 – 29,66 metros
6ª: 1976 – 29,61 metros
2022 – 29,61 metros (enchendo)

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