Dois meses após a morte da grávida Débora Silva Alves, de 18 anos, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) marcou a primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso. Segundo familiares da vítima, a audiência foi marcada para o dia 7 de novembro, às 8h30, no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus.
Débora estava grávida de oito meses, quando foi brutalmente assassinada pelo ex-namorado Gil Romero Machado, de 41 anos. Ele está preso preventivamente em Manaus desde o dia 9 de agosto, quando foi capturado na cidade de Curuá (PA).
A intimação da audiência foi expedida pela 3ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus no dia 20 de outubro deste ano, e publicada no Diário da Justiça Eletrônico, mas só chegou ao conhecimento da família da vítima nesta quinta-feira (26). A família de Débora pede justiça para que Gil Romero seja condenado.
“Estamos muito confiantes de que a justiça por minha sobrinha e seu bebê será feita”, declarou a tia de Débora Rita de Cássia à imprensa.
Caso
A jovem estava desaparecida desde o dia 29 de julho. Ela estava grávida de Gil Romero, que era casado e não queria assumir a criança. O corpo de Débora foi encontrado em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus, no dia 3 de agosto.
No dia do crime, a vítima foi morta asfixiada. Logo depois, teve partes do corpo cortadas para caber em um tonel, que foi enchido de óleo e um outro material combustível, para ser ateado fogo.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a jovem já vinha sendo ameaçada pelo acusado, que chegou a dar medicamentos abortivos à vítima e, novamente, atentou contra a vida dela em junho deste ano.
Criança
Em depoimento, Gil Romero confessou que o bebê que Débora esperava foi retirado do ventre com uma faca de pão. Segundo a polícia, foi usado um saco de estopa para colocar o bebê, junto com pedaços de ferro e restos de materiais de construção. Em seguida, ele foi até a área da Ceasa, pegou uma embarcação e jogou o bebê no rio.
Prisões
José Nilson Azevedo da Silva, conhecido como “Nego”, foi preso no dia 3 de agosto, por participação no assassinato. Foi José Nilson que indicou à polícia onde estaria o cadáver da jovem.
A esposa de Gil Romero Batista, Ana Júlia Ribeiro, foi presa por ter mentido em depoimento sobre o caso, o que gerou contradições identificadas na apuração. No dia 10 de agosto, ela se apresentou à delegacia e negou envolvimento no crime. Ana Júlia disse que Débora namorou o irmão dela, mas as duas nunca tiveram proximidade. Segundo a defesa, ela foi liberada por falta provas.
A polícia ainda investiga a participação de um terceiro suspeito, que é citado por Gil Romero e José Nilson. Conforme a PC-AM, eles identificam o suspeito como “Nóia” ou “Doidinho” que teria tido uma participação menor no crime.
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