Manaus – O grupo Braga realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (17) para falar sobre a Operação Francamente, deflagrada nesta manhã, em que documentos, joias e dinheiro foram apreendidos no escritório do grupo.

De acordo com o advogado Sérgio Vieira, as joias e dinheiro apreendidos durante operação são de sócios do grupo. Na concessionária Chevrolet na Rua Ramos Ferreira, funciona um escritório de administração da empresa e outro da família, local onde foram encontrados os bens.

“É um endereço próprio, com acesso próprio e lá estão bens dos sócios, devidamente declarados no imposto de renda. Enquanto a operação estava em curso, as imagens do que estava acontecendo aqui já estavam sendo veiculadas na mídia e se foram circuladas, nosso papel é explicar que se tratam de bens e valores de sócios”, explicou o advogado.

A situação do esquema de fraudes em tributos de aquisição de veículos iniciou em junho de 2020, quando um caminhão-cegonha foi abordado no Mato Grosso com três carros utilitários, sendo dois vendidos pela Braga à duas pessoas físicas de Manaus.

“Aparentemente essas pessoas nos desdobramentos de vendas teoricamente podem ter feito coisa indevida. Todo faturamento da Braga Veículos é feito de acordo com a legislação fiscal tributária pertinente”, disse o advogado.

Durante operação, foram alvos de busca e apreensão 25 empresas e pessoas físicas, sendo 19 em Manaus. Na capital, as equipes foram em concessionária de veículos Chevrolet, revendedores de veículos novos e seminovos e pessoas físicas, que compravam e vendiam os veículos.

Conforme João do Santos Braga Neto, diretor-presidente do grupo e também presidente do Sindicato de Veículos Automotores, não é de responsabilidade da empresa o que o cliente vai fazer com o carro depois de comprado.

“Sempre apareceu carro lá embaixo oriundos da Zona Franca de Manaus, mas quem fez o ato ilícito não foram as concessionárias e sim quem comprou os veículos”, destacou o diretor-presidente do grupo.

👁 0 visualizacoes

PUBLICIDADE