Erdogan toma posse para 3º mandato e promete buscar união na Turquia

O presidente turco, Tayyip Erdogan, foi empossado para um novo mandato presidencial neste sábado (3), após vencer a reeleição no último fim de semana, estendendo seu governo para uma terceira década.

“Eu, como presidente, juro pela minha honra e integridade, diante da grande nação e história turcas, que protegerei a existência e independência do nosso Estado”, disse Erdogan, durante uma cerimônia no Parlamento em Ancara, transmitida ao vivo.

Líder mais longevo da Turquia, Erdogan levou 52,2% dos votos no segundo turno realizado em 28 de maio. A sua vitória eleitoral desafiou a maioria das pesquisas de opinião e aconteceu apesar de uma crise de custo de vida que parecia ter prejudicado suas perspectivas.

O novo mandato de cinco anos permite que Erdogan prossiga com políticas cada vez mais autoritárias que polarizaram o país – membro da Organização do Tratado do Atlêntico Norte (Otan) –, mas fortaleceram sua posição como potência militar regional.

Mais tarde, no palácio presidencial, Erdogan adotou um tom conciliatório. “Vamos abraçar todos os 85 milhões de pessoas, independentemente de suas opiniões políticas. Vamos deixar de lado o ressentimento do período eleitoral. Vamos procurar maneiras de reconciliar”, afirmou.

À noite, Erdogan ofereceu um jantar de gala para os cerca de 80 chefes de Estado e de governo estrangeiros que participaram da posse. Também anunciou a formação de seu novo governo, profundamente reformulado e com mudanças à frente das pastas de Defesa, Relações Exteriores e Economia.

O novo gabinete se reunirá pela primeira vez na terça-feira (6).

Usando um tom conciliador, e discursando de seu gigantesco palácio presidencial nos arredores da capital, Ancara, Erdogan convocou seus detratores a “encontrar uma maneira de fazer a paz”.

“Vamos deixar de lado os ressentimentos e a raiva deste período eleitoral”, disse o presidente, que derrotou seu rival Kemal Kiliçdaroglu no segundo turno.

O líder conservador pediu “aos partidos” e também “aos jornalistas, escritores, sociedade e artistas para se reconciliarem com a vontade nacional”, sem mencionar as dezenas de milhares de representantes de todas essas categorias que encontram-se atrás das grades.

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