O município de Tonantins (a 865 quilômetros de Manaus) decretou situação de emergência devido à cheia do Rio Solimões, tornando-se a 14ª cidade do Amazonas a adotar a medida neste ano. O decreto foi publicado no Diário Oficial dos Municípios na edição dessa quinta-feira (09/04).

O documento aponta que o nível do rio chegou a 15,09 metros no dia 8 de abril, após já ter atingido 15,26 metros no início do mês. Embora ainda não tenha alcançado o índice oficial de transbordamento, a cota atual já provoca transtornos significativos e coloca famílias em situação de risco.

A cheia já afeta diretamente ao menos 620 famílias, o equivalente a cerca de 2.480 pessoas, distribuídas entre comunidades rurais, localidades isoladas e áreas urbanas. No total, o município contabiliza 43 comunidades rurais, oito localidades e 13 ruas na sede impactadas pelo avanço das águas.

Transtornos
Entre os principais problemas registrados estão alagamentos de residências, deslizamentos em encostas, desbarrancamentos e surgimento de fissuras em áreas próximas às margens dos rios e igarapés. O cenário também tem provocado prejuízos ao transporte, à saúde pública e à segurança da população.

Ações e medidas
O decreto estabelece situação de emergência por 120 dias e autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, além do acionamento do Sistema Nacional de Defesa Civil. Também estão previstas ações como convocação de voluntários, campanhas de arrecadação e dispensa de licitação para contratação de serviços e aquisição de insumos emergenciais.

A medida ocorre em meio à intensificação das chuvas na região do Alto Solimões, com previsão de continuidade do alto volume de precipitações nos próximos meses, segundo monitoramento do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

Outros municípios
Tonantins passa a integrar a lista de municípios amazonenses em emergência, que inclui Ipixuna, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tapauá.

Conforme a Defesa Civil do Amazonas, cerca de 100.935 pessoas já foram atingidas pela cheia deste ano.

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