Os municípios de Barcelos e Iranduba passaram a integrar, nesta quinta-feira (10), a lista de cidades em situação de emergência em razão da cheia dos rios no Amazonas. Com a inclusão, o número de municípios afetados pela enchente chega a 42, enquanto outros 13 estão em situação de alerta, um em atenção e seis em condição de normalidade, conforme dados divulgados pela Defesa Civil do Amazonas.

Além dos novos municípios em estado de emergência, também houve duas reclassificações recentes: Pauini e Tapauá passaram do estado de alerta para normalidade. Ao todo, cerca de 133.711 famílias, o equivalente a mais de 534 mil pessoas, foram diretamente impactadas pela cheia em todo o estado.

Barcelos e Iranduba entram em emergência; chega a 42 as cidades afetadas pela cheia
Monitoramento é realizado pela Defesa Civil do Amazonas | Foto: reprodução

Vazante em algumas calhas
Atualmente, três das nove calhas de rios do Amazonas já estão em processo de vazante: os rios Juruá, Purus e Madeira. As demais seguem em processo de cheia, com picos ocorrendo escalonadamente entre março e julho, a depender da região.

Nível do Rio Negro começa a baixar
Após meses consecutivos de subida, o nível do Rio Negro começou a apresentar descida em Manaus. Na quarta-feira (9), a medição registrou uma baixa de dois centímetros, indicando o fim do processo de enchente, segundo a Defesa Civil.

“Tudo indica que estamos no fim do processo de enchente. É natural que nesses primeiros dias o nível do rio apresente variações, inclusive de subida, mas há sim um indicativo do fim da enchente na cidade de Manaus”, explicou o tenente Charlis Barroso, chefe do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa) da Defesa Civil do Amazonas.

A cheia do rio Negro deste ano chegou a ultrapassar a cota severa de 29 metros, provocando alagamentos em bairros, interrupções de serviços e impactos no comércio do Centro Histórico da capital e em comunidades na zona rural.

Liberação de recursos e apoio emergencial
Diante do cenário, o governo federal anunciou a liberação de R$ 17 milhões para ações emergenciais de assistência humanitária. O recurso, segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, será direcionado à distribuição de cestas básicas, água potável, kits de higiene, colchões e combustível para transporte de equipes e mantimentos nas áreas mais atingidas.

“Os recursos da Defesa Civil são fundamentais para garantir a resposta rápida e efetiva às necessidades básicas da população atingida”, afirmou.

Paralelamente, o governo estadual segue com o envio de apoio logístico e alimentos. Já foram distribuídas 580 toneladas de cestas básicas, 2.450 caixas d’água, 57 mil copos de água potável, 10 kits purificadores e uma Estação de Tratamento Móvel (Etam). Entre os municípios beneficiados estão Humaitá, Manicoré, Apuí, Boca do Acre, Novo Aripuanã, Borba, Anamã, Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tonantins, Carauari, Itamarati, Ipixuna, Juruá e Guajará.

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