Um barbeiro de 48 anos, acusado de estupro de vulnerável contra seu enteado, de apenas 7 anos, foi preso nessa quinta-feira (05/06) no local de trabalho, no bairro Coroado, zona Leste de Manaus.

Ele é investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), após a tia materna do menino revelar um padrão de abusos sexuais que teve início após a morte da mãe da vítima, em 2024.

“É importante frisar que esse tipo de crime também é cometido contra meninos. Nesse caso, o autor, que era padrasto da vítima, tinha contato com ele desde que ele era um bebê, o menino inclusive o chamava de pai. No entanto, após a morte da mãe dele, a criança foi morar com uma tia materna”, explicou a delegada Mayara Magna, adjunta da Depca.

Conforme as investigações, os abusos aconteciam quando a criança ia visitar o padrasto. “Aos fins de semana, o menino ia para a casa desse padrasto, e lá, era abusado sexualmente. Foi quando os abusos começaram a acontecer. O homem usava essa situação de vulnerabilidade e do sentimento que a criança nutria por ele de carinho, de afeto e começou a abusar dele. O homem ainda ameaçava a vítima de morte, para que ele não contasse sobre o crime”, revelou Mayara Magna.

Ferimentos nas partes íntimas
Durante os cuidados diários, a tia da vítima percebeu os machucados na criança.
“Quando esse menino voltava para a casa da tia, durante o banho, ela percebeu ferimentos nas partes íntimas da criança. Questionado, o menino contou chorando que não queria mais ir para a casa do homem, pois era machucado por ele. Foi uma violência tão grande que a criança teve sangramentos e dificuldades no dia a dia. Com isso, a tia percebeu do que se tratava e imediatamente veio até a delegacia registrar a denúncia”, disse a delegada da Depca.

Filmes pornográficos
Em escuta especial com uma equipe psicossocial, o menino contou que o padrasto o obrigava a assistir filmes pornográficos antes de cometer os abusos e o ameaçava constantemente para mantê-lo em silêncio.

“À noite, esse homem o levava a criança para o quarto, começava a assistir vídeos pornográficos e começava a praticar toques inadequados de cunho sexual nela. A criança chorava, pedia para ele parar, mas ele continuava. Esses abusos aconteceram de forma contínua e ainda era agravado pela ameaça”, detalhou a delegada.

Após a prisão do acusado na barbearia, exames de corpo de delito foram realizados na criança. “Após exames de corpo de delito, os abusos foram confirmados”, afirmou a autoridade policial.

Mesmo diante das provas físicas, o padrasto negou veementemente as acusações durante seu depoimento na delegacia: “Ele disse que nada disso aconteceu, mas não soube explicar os machucados no corpo do menino. As provas são contundentes, com os relatos da vítima e os exames clínicos”, declarou a delegada adjunta da Depca.

O acusado está preso preventivamente e à disposição da Justiça, aguardando o andamento processual pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça.

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