Os representantes do Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus instalaram a greve na Rede Estadual de Ensino por tempo indeterminado tarde desta segunda-feira (10), durante assembleia extraordinária realizada no Sindicato dos Metalúrgicos, no bairro Praça 14, zona Sul de Manaus.

A decisão de instalar a greve se deu após a determinação do governador Wilson Lima de retomar as aulas na rede estadual de ensino nesta segunda. Além disso, as recomendações dos professores do Amazonas sobre a impossibilidade do retorno das aulas devido a pandemia do novo coronavírus não foi considerada pelo Estado.

De acordo com a presidente da Asprom,Elma Sampaio, o secretário de Educação, Luiz Fabian, afirmou que a classe não tem autoridade para opinar no assunto.

“O secretário disse que os professores não têm autoridade para dizer que esse não é o momento das aulas presenciais”, revelou a presidente.

A assembleia contou também com a presença do cientista do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Lucas Ferranti, que afirmou que há um alto risco de uma nova onda contaminação por Covid-19 em Manaus.

“Não é nem um pouco seguro voltar neste momento. Primeiro que Manaus está ainda em estado de transmissão comunitária do coronavirus, os próprios dados da FVS-AM mostram isso, uma vez em que os números de ocupação de leitos, o número de casos testados por dia e o número de mortes permanecem crescendo”, disse Lucas Ferranti.

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Segundo o coordenador de comunicação da Asprom Sindical, Lambert Melo, a partir desta terça-feira (11) os professores não serão obrigado a irem até as unidade de ensino, pois estarão resguardo pela greve.

“Amanhã eles estarão protegidos e abrigados pelo instituto da greve e, a partir daí, qualquer problema de perseguição, de retaliação que venha acontecer, a direção do sindicato estará atuando com o seu departamento jurídico”, garantiu Lambert.

Fonte: Radar Amazônico

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