A concessionária Águas de Manaus lidera o ranking das empresas mais reclamadas no Amazonas entre janeiro e abril de 2025, segundo levantamento do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM). A lista, que reúne as dez empresas que mais geraram queixas por parte dos consumidores no primeiro quadrimestre do ano, traz ainda a concessionária Amazonas Energia, bancos, empresas de telefonia e varejistas.

O órgão recebeu 791 reclamações sobre a concessionária de água. Desse total, 413 foram pelo canal de denúncias que funciona 24 horas, 220 por e-mail e 159 pelos números de telefones. O número de queixas contra à Águas de Manaus é mais que o dobro da segunda colocada no ranking: Amazonas Energia.

Nesse período, o Procon-AM registrou mais de 2.600 reclamações recebidas por meio do canal Proconsumidor, e-mails e atendimento telefônico. O ranking foi divulgado com base no Artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) na Lei 8.078/90.

Segundo o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, a divulgação do ranking tem como objetivo principal dar transparência à quantidade de reclamações e estimular melhorias por parte das empresas.

“Essa divulgação de dados demonstra nosso compromisso contínuo com a transparência e com a defesa dos direitos dos consumidores amazonenses”, destacou.

Confira a lista das empresas mais reclamadas até abril:

1º Águas de Manaus – 791 reclamações

2º Amazonas Energia – 350 reclamações

3º Bradesco – 238 reclamações

4 º Bemol – 175 reclamações

5 º Claro –  172 reclamações

6 º Oi – 159 reclamações

7º Vivo – 156 reclamações

8 º Itaú – 117 reclamações

9 º Caixa Econômica Federal – 101 reclamações

10º Carrefour – 95 reclamações

Repercussão nas redes sociais
A divulgação do ranking pelo Procon-AM causou repercussão nas redes sociais. Na publicação do órgão, internautas não pouparam críticas à concessionária reiterando as queixas apresentadas ao órgão de defesa do consumidor.

“Águas de Manaus e Amazonas Energia não oferecem serviço de qualidade. Desrespeito total com os clientes”, comentou uma usuária. Outro internauta relatou problemas de abastecimento: “Estamos há 10 dias sem água. Minha mãe é idosa de 62 anos e a Águas de Manaus não cumpre ordem de serviço, mesmo com nossa conta paga”.

A questão das cobranças indevidas também foi levantada por outra usuária: “Águas de Manaus é a pior de todas com aumento a cada dia na conta, ainda por cima põe um valor abusivo da taxa de esgoto, mas quando chove alaga tudo nas ruas de Manaus”, comentou outra consumidora.

O que diz a Lei?
A legislação brasileira garante uma série de direitos ao consumidor. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), por exemplo, assegura a qualidade dos produtos e serviços, a proteção contra práticas comerciais abusivas, direito à informação clara sobre produtos e serviços, além da possibilidade de reparação em caso de prejuízos.

O artigo 6º do CDC é claro ao estabelecer que o consumidor deve ter facilitada a defesa de seus direitos, com atendimento eficiente e respostas rápidas por parte das empresas. Se isso não ocorrer, o Procon pode atuar para exigir a correção da falha e até mesmo a indenização do consumidor prejudicado.

Como registrar uma reclamação?
Caso o consumidor enfrente dificuldades em resolver o problema diretamente com a empresa, é possível formalizar uma reclamação junto ao Procon-AM pelos seguintes canais:

  • Proconsumidor: 0800-092-1512 (disponível 24h, de segunda a sexta-feira)
  • Atendimento presencial: Av. Carlos Jansen, 1792, Parque 10 de Novembro, Manaus-AM
  • E-mail: [email protected]

O Procon-AM também pode ser contatado pelos seguintes telefones: (92) 3215-401 e (92) 3215-4011.

Para facilitar o atendimento, o Procon Amazonas orienta que o consumidor reúna documentos como comprovantes de pagamento, contratos, e prints ou registros de conversas com as empresas.

Além do CDC, o consumidor também pode se amparar em resoluções específicas da Aneel (para serviços de energia elétrica) e da Anatel (para serviços de telecomunicações). Se, mesmo após o contato com o Procon, a empresa não solucionar o problema, o cidadão pode recorrer à Justiça, solicitando indenização por danos materiais ou morais.

O Toda Hora solicitou posicionamento da Águas de Manaus. Em caso de resposta, a matéria será atualizada.

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