A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) aponta Israel da Silva Assis como mandante do assassinato do advogado e servidor do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), Erwin Rommel Godinho Rodrigues, que tinha 56 anos, por causa de uma dívida de R$ 1,5 milhão. Israel foi preso na segunda-feira (18) durante a Operação Legisperitum.
O advogado foi morto no dia 11 de novembro deste ano quando saía de um restaurante no Conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, zona Centro-Oeste de Manaus. Ele foi atingido com seis tiros, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O crime foi registrado por câmeras de segurança da rua.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Israel e a vítima tinham uma relação de amizade e profissional. Israel teria apresentado ao advogado um cliente e eles formalizaram um contrato de R$ 1,5 milhão para regularização de terras na Bahia.
Segundo a polícia, os honorários advocatícios não foram pagos e Erwin começou a cobrar de Israel a dívida. O advogado já teria sido alvo de ameaças do suposto mandante.
O assassinato do advogado, segundo a autoridade policial, foi planejado uma vez que a execução do crime aconteceu após um almoço entre Israel e a vítima. Outro indicativo para o crime, citado pelo titular da DEHS, é que no momento em que estavam no restaurante, Erwin teria comentado que iria denunciar o caso à Polícia Federal (PF).
“Israel é a pessoa que planejou e participou diretamente desse crime. Ele chamou a vítima para almoçar, para discutir negócios, escolheu o local, planejou o encontro, contrata uma pessoa próxima a ele para execução da vítima. O motivo apontado pela investigação são dívidas de valores”, disse o delegado.
A investigação apontou que Israel contratou um funcionário do lanche que pertence à sua esposa para a execução do crime. Hewerton Kauan de Oliveira, de 18 anos, efetuou os disparos que mataram Erwin a mando de Israel.
Hewerton confessou à polícia ter matado Erwin e disse que Israel o contratou por R$ 5 mil e também João Gabriel da Silva Almeida, que dirigiu o veículo usado para dar fuga à cena do crime. O crime foi consumado, mas o pagamento não. Hewerton e “GB” foram presos no dia 4 deste mês de dezembro. Segundo a polícia, o executor foi peça fundamental para elucidação do homicídio.
Ligação
Conforme o delegado, câmeras de segurança do estabelecimento comercial também auxiliaram nas investigações e conclusão do caso.
“Câmeras de segurança mostram o momento em que Israel está se comunicando com o atirador e dizendo ‘olha ele está saindo, é agora o momento’. Investigações são consistentes, robustas e conseguimos elucidar o crime por completo”, afirmou o delegado, acrescentando que o mandante destruiu o telefone celular depois do crime.
Segundo o titular da DEHS, Israel nega a participação no delito, mas confirma que conhece o atirador.
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