Confederação Nacional da Indústria estima queda de 0,67% do Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas. Sedecti contesta os dados.
O Amazonas será o sexto estado brasileiro mais afetado com as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, com perdas de R$ 1,145 bilhão, de acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado na última terça-feira (29).
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que as tarifas impostas que entram em vigor na sexta-feira (1º), pode representar uma queda de 0,67% do Produto Interno Bruto (PIB). O eventual impacto é contestado pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa.
De acordo com o relatório do CNI, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o estado do Amazonas pode sofrer o sexto maior impacto em volume financeiro.
Puxado pela exportação do Polo Industrial de Manaus, a indústria amazonense respondeu por 96,1% das vendas aos EUA no ano passado, com destaque para equipamentos de transporte (US$ 28 mi, 28%); coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (US$ 25 mi, 25,1%) e máquinas e equipamentos (US$ 24,4 mi, 24,4%).
Apesar de o Amazonas não estar entre os estados com maior volume de exportações, a concentração das vendas em produtos industriais torna o impacto mais sensível. A CNI alerta que o tarifaço pode comprometer a competitividade da indústria local e afetar empregos e arrecadação.
Outro estado que terá perdas bilionárias na região Norte é o Pará. Conforme o levantamento, o impacto de novas tarifas no estado vizinho pode chegar a R$ 973 milhões, uma queda de 0,28% no PIB.
Contestação
Serafim Corrêa afirma que as novas tarifas não devem causar efeitos significativos sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM). De acordo com o economista, a ZFM exporta somente 1,5% de seu faturamento, sendo que deste percentual, menos de 10% têm como destino os Estados Unidos. Isso significa que apenas 0,15% do faturamento da ZFM estaria sujeito às novas tarifas.
“Trata-se, portanto, de um efeito marginal. A maior parte da produção do PIM destina-se ao mercado interno brasileiro, o que reduz significativamente o impacto da medida anunciada”, declarou o titular da Sedecti.
O post Tarifaço dos Estados Unidos pode impor perdas de R$ 1,145 bilhão ao Amazonas apareceu primeiro em Portal Você Online.
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