Quatro municípios do Amazonas aparecem entre as 20 cidades mais violentas da Amazônia Legal, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (19/11) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Coari, Iranduba,  Rio Preto da Eva e Tabatinga figuram no ranking que considera as taxas de mortes violentas intencionais registradas nos últimos três anos, calculadas proporcionalmente a cada 100 mil habitantes.

Esta é a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, que conta com parceria do Instituto Clima e Sociedade, do Instituto Itausa, do Instituto Mãe Crioula e do Laboratório Interpretativo Laiv.

O levantamento avaliou os municípios conforme o porte populacional em quatro categorias: Pequeno 1 (até 20 mil habitantes), Pequeno 2 (20 mil a 50 mil), Médio (50 mil a 100 mil) e Grande (acima de 100 mil). No Amazonas, Rio Preto da Eva aparece na categoria Pequeno 2, enquanto Coari, Iranduba e Tabatinga se enquadram no porte Médio.

Cenário
O estudo aponta que o avanço das facções criminosas é hoje o fator central para o agravamento da violência letal nas localidades.

De acordo com o levantamento, em Rio Preto da Eva, o município, localizado a 57 quilômetros (km) de Manaus, se tornou palco de confrontos entre PCC e CV ao longo de 2024. Distante 363 km da capital, Coari, devido à posição estratégica no médio rio Solimões, é rota hidroviária para escoamento de drogas vindas do Peru e da Colômbia.

Em Iranduba, a proximidade com Manaus, distante apenas 27 km, reproduz dinâmicas violentas da capital, com forte atuação do Comando Vermelho.

Já Tabatinga (a 1.108 km da capital), na tríplice fronteira, continua sendo um dos principais pontos de entrada de cocaína no país.

Presença de facções
Segundo o FBSP, quase metade dos 772 municípios da Amazônia Legal já registra a presença de facções, com impactos diretos no aumento das mortes violentas, na disputa por rotas do tráfico e na pressão sobre estruturas policiais municipais e estaduais.

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