Pistoleiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV), Adiel da Silva e Silva, de 49 anos, foi preso, nesta terça-feira (10/02), com duas armas de fogo de uso restrito, munições, balaclavas e uma granada. Ele é investigado pelos homicídios de Silas Barbosa da Silva, de 42 anos, e Márcio Nonato Alves, de 32 anos, ocorridos nos dias 14 e 31 de julho de 2025, nos bairros Tarumã e Compensa, ambos na zona oeste de Manaus.
De acordo com a delegada Marília Campello, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Adiel é responsável pela distribuição de drogas e armas para que integrantes dessa facção executem “desafetos”.
“Está comprovado a participação dele em dois homicídios em julho do ano passado, em curto espaço de tempo. Encontramos essas armas, os carregadores alongados que suportam mais de 30 munições, balaclavas e um artefato explosivo. Ele está envolvido em outros homicídios na capital e as investigações continuam”, afirmou.
Conforme as investigações, Silas foi assassinado em frente da própria casa, onde funcionava um comércio, após ter emprestado o nome para um amigo, identificado como Anderson Pereira, comprar um caminhão e alugar o veículo. O caminhão foi envolvido no roubo de cargas e Silvas prestou depoimento à polícia.
“Acreditamos que a morte do Silas tenha sido porque os membros dessa facção criminosa devem ter achado que ele os dedurou. Mas ele (Silas) estava apenas esclarecendo porque o caminhão estava no nome dele. O caso não está encerrado. Temos essa prisão e outras estão em investigações”, explicou.
Em relação ao homicídio de Márcio Nonato Alves, a delegada afirmou que foi motivada pelo tráfico de drogas uma vez que a vítima pertencia a outra facção.
Marília Campello disse que Adiel nega as acusações. Ele responderá por homicídio, porte de arma de fogo, artefato explosivo e está à disposição da Justiça.
Sobre o explosivo
Durante o cumprimento do mandado de prisão, foi constatado que Adiel estava em posse de uma granada. Diante da situação, o Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), foi acionado para atender a ocorrência e adotar os procedimentos de segurança.
“Esse material ficou armazenado na DEHS e por medida de segurança acionamos o grupamento Marte e o intuito era resguardar a integridade física dos servidores. Uma equipe fez a explosão e o descarte desse material”, explicou o delegado Ricardo Cunha.
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