Duas empresas foram embargadas durante a Operação Água Pura, que foi realizada nesta sexta-feira (24/05), pelas polícias Civil e Federal, em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A ação teve como objetivo identificar os responsáveis pela poluição do Lago Puraquequara, na zona leste de Manaus. As multas aplicadas ultrapassam o valor de R$ 1 milhão. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa neste sábado (25/05).
No local, vários peixes foram encontrados mortos entre Jaraquis, Tamoatás, Piabas entre outros. Moradores que moram nas proximidades do Lago do Puraquequara fizeram denúncias aos órgãos responsáveis, que desencadearam a ação.
Durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de poluição, armazenamento de produtos perigosos e descumprimento de embargo. Foram apreendidos três caminhões limpa-fossa e 380 litros de diesel irregular.
As empresas são responsáveis por tratamento de efluentes. “No momento em que chegamos ao local, identificamos irregularidade no transporte. A estação de tratamento de efluentes não estava tratando corretamente os rejeitos”, destacou a delegada Juliana Viga.
O gerente de fiscalização do Ipaam, Rodrigo Tacioli Serafin, destacou que foi constatado o despejo irregular de efluentes, descumprindo a licença que havia sido concedida pelo órgão.
“Lavrou-se os autos de infração. As multas ultrapassam R$ 1 milhão para duas empresas, especificamente, por colaborar com essa poluição. Houve a paralisação das atividades dessas duas empresas e apreensão de documentos”, afirmou.
O delegado Vinicius de Paula, da Polícia Federal, ressaltou que quatro peritos especializados na área ambiental participaram da ação, que realizou coletas dos despejos do esgotamento e também no local onde os peixes foram mortos, a fim de demonstrar a materialidade dos crimes.
Por conta da coloração da água no local há indícios de contaminação do lago.A partir da analise biológica, sairá um laudo. A perícia identificará o grau e quais os componentes que contaminaram.
“Todas as empresas com conduta irregular na área ambiental devem se adequem, porque vamos seguir realizando essas operações”, disse.
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