Uma quadrilha especializada em furtos a estabelecimentos comerciais no Centro de Manaus foi desarticulada na tarde desta terça-feira (23/12), durante operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Três pessoas foram presas, e um menor de idade foi apreendido.

Conforme o delegado Fabiano Rosas, que coordenou a ação, a “gangue da bolsa” passou a ser alvo de investigação após imagens de câmeras de vigilância revelarem a atuação organizada do grupo.

O bando foi flagrado entrando em lojas com sacos plásticos para simular compras e furtar bolsas e outros produtos sem levantar suspeitas. Segundo a políca, os suspeitos agem de forma sincronizada, recolhendo os itens expostos e os colocam dentro das sacolas como se já estivessem pagos. Em seguida, deixam o local sem passar pelo caixa.

Informações preliminares repassadas pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM) apontam que o grupo é reincidente e já teria aplicado a mesma estratégia em outros furtos no Centro da capital.

Crianças e comerciantes envolvidos

De acordo com o delegado Fabiano Rosas, o grupo era articulado ao ponto de utilizar menores de idade para facilitar a logística dos crimes e evitar suspeitas. Além dos autores dos furtos, a policia investiga a participação de comerciantes que teriam adquirido os produtos de forma irregular.

“A mercadoria vai ser encaminhada à delegacia e vamos verificar a versão deles, inclusive a existência de nota fiscal”, explicou o delegado, ressaltando que os envolvidos podem responder por receptação.

Apreensões

Durante a operação de hoje, uma agrande quantidade de mercadorias furtadas foi apreendida em posse dos suspeitos. Foram encontrados roupas, bolsas, perfumes e outros produtos furtados de lojas de departamento, e que seriam distribuídos em bancas da área central.

O delegado Fabiano Rosas, responsável pelo caso, destacou que a identificação ocorreu em menos de 48 horas graças ao sistema de videomonitoramento.

A Polícia Militar e a Polícia Civil reforçam que denúncias sobre outros integrantes ou receptadores podem ser feitas anonimamente pelo 190 ou diretamente nas delegacias especializadas.

Agressão à jornalista

Durante a condução de uma das suspeitas à delegacia, uma jornalista que registrava a ocorrência foi hostilizada e agredida. Houve confronto físico, sendo necessária a intervenção de um policial. A suspeita foi reconduzida à viatura, enquanto a profissional continuou a cobertura do caso.

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