Manaus será uma das cidades a ter manifestação contrária ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados com o apoio de cinco parlamentares do Amazonas. A concentração do ato será na Faixa Liberada da Avenida Getúlio Vargas, no Centro Histórico de Manaus, a partir das 9 horas.

A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada da última quarta-feira (10/12), reduz penas de condenados por atos golpistas, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023, e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação conta com o apoio de sindicatos e movimentos sociais, entre eles a Asprom Sindical, Sinteam, União Nacional dos Estudantes (UNE), Partido dos Trabalhadores (PT), Coletivo Para Todos, Movimento de Mulheres Olga Benário e União Brasileira de Mulheres (UBM).

Nas redes sociais, a União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM) afirma que é essencial que “o povo vá às ruas defender a democracia” e critica o projeto por, segundo a entidade, “criar uma nova forma de blindagem” para acusados e condenados.

A mobilização também tem apoio da presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Alessandrine Silva.

De acordo com ela, a mobilização é uma resposta ao que considera “ataque à democracia”.

“Convocamos a população do Amazonas a participar do ato público no dia 14 de dezembro em defesa da democracia e contra os retrocessos representados pela chamada dosimetria–blindagem. Seguiremos mobilizadas e mobilizados para garantir que nenhum ataque passe sem resposta, e essa resposta virá das ruas”, afirmou a advogada.

O que diz o PL da Dosimetria

O Projeto de Lei nº 2.162/2023, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), prevê a redução das penas aplicadas a participantes de manifestações de caráter político ocorridas a partir de 30 de outubro de 2022, o que inclui os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

A proposta altera critérios de cálculo das penas, ajustando limites mínimos e máximos e oferecendo tratamento mais brando para condenados que não tiveram poder de mando ou participação no financiamento das ações. O texto também abre a possibilidade de cumprimento da pena em regime domiciliar.

O PL segue agora para avaliação no Senado, sob relatoria do senador Esperidião Amin (PP-SC).

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