O governador Wilson Lima (União Brasil) afirmou que ‘tarifaço’ do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, deverá gerar mais oportunidade de negócios do que prejuízo ao Amazonas e à Zona Franca de Manaus (ZFM). A declaração foi dada em entrevista ao programa “Manhã de Notícias”, da rede Tiradentes, nesta quinta-feira (03/04). Conforme o chefe do executivo, há chances da Zona Franca de Manaus (ZFM) se tornar um centro distribuidor de produtos da China.

O cenário previsto pelo governador considera que a sobretaxa obrigará a saída de empresas chinesas dos EUA. Dessa forma, seriam obrigadas a buscar outros lugares de distribuição.

“É provável que a gente tenha mais oportunidades do que prejuízos com isso. É claro que a gente deve ter dificuldade com aumentos no mercado interno de alguns produtos no comércio. Mas a China usa os EUA como centro distribuidor de alguns produtos, e a gente pode abrigar aqui na Zona Franca de Manaus essas empresas, porque aqui a China vai encontrar mais campo fértil de competitividade do que nos Estados Unidos. Da mesma forma que os EUA importam produtos da China, como semicondutores, nós podemos ser fornecedores”, disse.

Apesar do otimismo, o governador ainda estuda a nova configuração comercial. Ainda na entrevista, Lima revela que encomendou um estudo sobre o tarifaço às Secretarias de Fazenda (Sefaz) e Desenvolvimento Econômico (Sedecti).

Sobre o ‘tarifaço’

O “tarifaço” proposto por Trump refere-se a um plano de aumentar tarifas de importação sobre produtos estrangeiros. O objetivo, segundo ele, seria proteger a economia dos EUA, reduzir o déficit comercial e incentivar a produção interna. No entanto, economistas alertam que essas medidas podem ter impactos negativos, como o aumento dos preços para consumidores americanos e retaliações de outros países.

Em média, as tarifas aplicadas por Trump foram de 10% para países da América Latina, de 20% para Europa e de 30% para Ásia, mostrando que o problema maior está no continente asiático.  Especialistas argumentam que o tarifaço representa “um choque brutal” na economia mundial, o maior desde os anos 1930.

👁 1 visualizacoes

PUBLICIDADE