Uma mulher de 37 anos, que não teve a identidade divulgada, foi presa nessa segunda-feira (05/01), acusada ser conivente e tentar encobrir os abusos sexuais praticados pelo seu companheiro contra a própria filha, uma criança de 8 anos. O homem já havia sido pelo crime.
As investigações estão sob sigilo na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). O crime foi descoberto após a vítima desenhar as agressões em uma atividade escolar, utilizando a ilustração como um pedido de socorro lúdico.
As investigações revelaram que os abusos tiveram início há cerca de seis meses, logo após a menina deixar a casa dos avós para morar com a mãe e o padrasto. Segundo a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o crime ocorria na sala da residência nos momentos em que a genitora se ausentava.
O padrasto, que já havia sido preso em dezembro de 2025 após a denúncia da escola, chegou a planejar uma fuga por via fluvial, mas foi interceptado antes de embarcar.
Mensagens e manipulação
A participação da mãe foi constatada após a perícia em dispositivos eletrônicos. A polícia encontrou conversas onde a mulher confirmava ter ciência de que o homem havia “tocado” na criança. No entanto, ela optou por manipular as investigações por medo de que o agressor encerrasse o relacionamento amoroso.
“As investigações chegaram até troca de mensagens da mulher com o companheiro onde ela confirmava que o abuso, mas não queria que ele fugisse e que continuasse ‘cuidando’ delas”. Ainda assim, ela não denunciou o crime nem adotou medidas para proteger a filha”, revelou a delegada.
Segundo a delegada, a mulher decidiu permanecer em silêncio durante o depoimento e não ofereceu resistência no momento da prisão. A investigação aponta que a mãe tentou deliberadamente obstruir a justiça para manter o convívio com o parceiro, com quem possui outro filho.
Nova moradia
A vítima foi retirada do ambiente familiar de risco e, segundo a políca, já está sob a guarda e moradia do pai biológico. A mãe foi encaminhada para audiência de custódia nesta terça-feira (06/01) e permanecerá à disposição da Justiça.
O padrasto segue preso e responderá pelos abusos e pelas ameaças proferidas contra a menor, na tentativa de manter os abusos em segredo.
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