O Irã voltou a contestar publicamente declarações do presidente americano Donald Trump sobre a livre circulação no Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio. Autoridades iranianas afirmaram que a passagem não está isenta de restrições e pode ser alvo de medidas caso haja novas sanções ou provocações.
O estreito, localizado entre o Irã e Omã, é responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Qualquer instabilidade nessa região costuma provocar alta imediata nos preços internacionais do barril, com reflexos diretos no valor dos combustíveis.
Para os moradores do interior do Amazonas, longe dos grandes centros de distribuição, esse tipo de tensão costuma pesar ainda mais no bolso. O diesel e a gasolina já chegam caros às comunidades ribeirinhas e cidades do interior devido ao transporte fluvial e rodoviário precário; qualquer aumento global amplifica ainda mais essa diferença.
Especialistas alertam que, em um cenário de escalada, o Brasil pode sentir os efeitos tanto no custo do combustível quanto na inflação de produtos transportados por caminhão. No Amazonas, onde a logística já é desafiadora, o impacto tende a ser mais rápido e sentido pela população de menor renda.
A situação segue sendo acompanhada por analistas de energia, que recomendam atenção aos próximos desdobramentos diplomáticos entre Teerã e Washington.
Fonte: CNN Brasil
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