O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) investigará supostas irregularidades na comercialização de camarotes vinculados ao Festival Folclórico de Parintins pela empresa Amazon Best. O Procedimento Preparatório foi publicado no Diário Oficial do órgão nesta terça-feira (10/02) e analisa possível venda duplicada do mesmo espaço, com eventual prejuízo ao consumidor.

A apuração teve origem em manifestação encaminhada pela Ouvidoria-Geral do MPAM. Segundo a denúncia, após o pagamento do valor ajustado por um camarote, teria ocorrido a cessão do mesmo espaço a outro comprador, impedindo o uso do serviço contratado.

Na portaria assinada pela promotora de Justiça Marina Campos Maciel, o MPAM destaca a necessidade de aprofundar as investigações para esclarecer formalmente as tratativas, os instrumentos contratuais, a eventual participação de terceiros na comercialização e as providências adotadas para solução do conflito e possível estorno.

Prazo
Entre as medidas iniciais, está a notificação dos denunciantes para informarem, no prazo de 15 dias, se ajuizaram ação judicial sobre o caso, se foram ressarcidos e se houve acordo entre as partes.

A Amazon Best também foi oficiada para prestar esclarecimentos no mesmo prazo, incluindo a destinação dos valores recebidos e eventual devolução ao consumidor.

Polêmicas
A Amazon Best já foi alvo de outras controvérsias envolvendo o Festival de Parintins. Em novembro do ano passado, o MPAM pediu a suspensão das vendas de ingressos para a edição de 2026, apontando reajustes considerados abusivos. Segundo o órgão, passaportes chegaram a R$ 4,8 mil, com aumentos de até 200% em alguns setores em relação a 2025.

Na ocasião, a 17ª Vara Cível da Comarca de Manaus determinou a suspensão das vendas. Contudo, em 3 de dezembro, a Justiça do Amazonas autorizou a retomada da comercialização, sob o argumento de “risco de dano grave” à organização do festival e à preparação logística das apresentações.

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