O Ministério Público da Amazônia (MPAM) abriu investigação contra o ex-prefeito de Barcelos, acusado de causar prejuízo milionário ao erário municipal ao autorizar pagamentos para obras que nunca foram realizadas. O processo, divulgado nesta segunda-feira (28/09/2026), aponta que recursos superiores a R$ 12 milhões foram liberados a empresas contratadas, porém não há registros de execução dos serviços nas áreas indicadas.

Documentos apresentados pelo MPAM revelam que as notas fiscais e os relatórios de acompanhamento das obras são inexistentes ou apresentam informações conflitantes. As licitações, realizadas entre 2022 e 2024, teriam sido conduzidas sem a devida transparência, permitindo que os valores fossem desembolsados sem comprovação de entrega dos materiais ou conclusão das obras.

Em nota, o ex-prefeito e seus assessores negam as acusações, alegando que as obras foram interrompidas por dificuldades logísticas e condições climáticas adversas típicas da região amazônica. Eles afirmam que os recursos foram aplicados em projetos que, embora não concluídos, ainda podem ser retomados pelos atuais gestores municipais.

O MPAM solicitou a devolução dos valores pagos indevidamente e encaminhou o caso à Justiça Federal, que deverá analisar a possibilidade de bloqueio de bens dos envolvidos. A atual administração municipal declarou que está colaborando com as investigações e que revisará todos os contratos firmados nos últimos anos para evitar novos desvios.

O caso reacende o debate sobre a gestão de recursos públicos em municípios da região, onde a fiscalização e o controle são frequentemente dificultados pela distância e pela complexidade logística. Especialistas alertam que a falta de transparência pode comprometer investimentos essenciais à população de Barcelos e de toda a região amazônica.

Fonte: cm7brasil.com

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