O ex-prefeito de Barcelos, João da Silva, foi alvo de uma ação civil do Ministério Público da Amazônia (MPAM) que aponta supostas irregularidades em obras públicas avaliadas em R$ 1,3 milhão, as quais não foram concluídas. A denúncia, apresentada em setembro de 2026, indica que contratos firmados em 2022 para a construção de uma escola municipal, a pavimentação de trechos da BR-174 e a implantação de um posto de saúde jamais foram executados.

De acordo com o MPAM, os recursos foram liberados pelo Fundo Municipal de Desenvolvimento e, apesar dos pagamentos realizados às empresas contratadas, não há comprovação de que as obras tenham sido iniciadas ou concluídas. O órgão público requer a devolução integral dos valores e a apresentação de documentos que justifiquem a destinação dos recursos.

Em resposta, João da Silva, por meio de seu advogado, negou qualquer prática ilícita e alegou que os projetos foram interrompidos por dificuldades logísticas e falta de material, agravadas pelas condições climáticas da região. O ex-prefeito afirmou que parte dos recursos foi redirecionada para ações emergenciais, como combate a incêndios florestais e apoio a comunidades ribeirinhas, e que está disposto a colaborar com a investigação.

Para sustentar sua defesa, foram entregues ao MPAM relatórios de despesas e notas fiscais que, segundo a equipe de João da Silva, comprovam a aplicação dos recursos em atividades de urgência e manutenção de equipamentos de saúde. O ex-prefeito destacou ainda que a administração municipal havia repassado parte dos valores ao Estado para complementação de obras em municípios vizinhos.

A controvérsia gerou intenso debate na Câmara Municipal, onde vereadores exigem transparência e prestação de contas. A população de Barcelos acompanha o caso com preocupação, temendo que a falta de infraestrutura impacte o desenvolvimento local e a qualidade de vida dos moradores.

O MPAM concedeu prazo de 30 dias para que a prefeitura apresente um relatório detalhado das despesas e, se necessário, solicite a restituição dos valores. O desfecho da ação dependerá da análise dos documentos fornecidos pelo ex-prefeito e da verificação da efetiva execução das obras.

Fonte: Barcelos na NET

👁 0 visualizacoes

PUBLICIDADE

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui