Arilson Silva de Lima, 30, e Rodrigo Mendonça Macedo, 24, foram presos pelo duplo homicídio do ex-policial militar Francisco Marques dos Reis, conhecido como “Max”, e de seu amigo Paulo César Lima de Sena. O crime, ocorrido em 27 de fevereiro deste ano, em um sítio no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, é tratado pelas autoridades como uma execução planejada e autorizada por lideranças de uma organização criminosa.
As investigações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), apontam que o crime teria sido motivado por desavenças financeiras com uma facção criminosa. Paulo César, amigo do ex-PM, teria sido morto apenas por estar no local no momento da invasão.
“A motivação provavelmente está a dinheiro, alguma situação envolvendo o PM aposentado, que teria enfurecido esses integrantes da organização criminosa. Isso ainda está sendo apurado”, explicou delegada Marília Campelo.
A polícia também descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), apesar de os criminosos saberem que “Max” possuía uma arma de fogo. Segundo a delegada Marília Campelo, o objetivo central era a eliminação dos alvos e de quaisquer testemunhas presentes no local.
“Eles sabiam que uma das vítimas tinha uma arma de fogo, mas não foram lá para roubar. Foram realmente para praticar um homicídio. As vítimas foram torturadas antes de serem mortas. Esses criminosos não quiseram deixar nenhuma testemunha viva”, afirmou a delegada Marília Campelo.
Além disso, a DEHS apura o paradeiro de uma terceira pessoa que estava no sítio e segue desaparecida, sem confirmação se conseguiu fugir ou se também foi executada e teve o corpo ocultado.
Periculosidade e foragidos
Os dois presos possuem histórico criminal por tráfico de drogas e roubos. Rodrigo Mendonça, inclusive, já havia sido detido em abril por envolvimento no latrocínio de um idoso de 66 anos, na zona leste da capital.
“São pessoas que já possuem passagens pela polícia por tráfico de drogas e roubos, pessoas de alta periculosidade e integrantes de organização criminosa”, afirmou Campelo.
As diligências continuam para localizar e prender Riquelme Ramos Matias e Vinícius Rosas Torres Neto, que também participaram diretamente do duplo homicídio.
A DEHS solicita que qualquer informação sobre o paradeiro da dupla seja repassada via WhatsApp (92 98118-9535) ou pelo disque-denúncia 197.
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