A consulta de cidadãos e empresas a dinheiro esquecido em contas bancárias voltará a funcionar na próxima segunda-feira (14), agora em um site exclusivo.

O anúncio foi feito pelo Banco Central nesta segunda-feira (7). O acesso poderá ser feito pelo endereço valoresareceber.bcb.gov.br.

O novo canal dedicado ao SVR (Sistema Valores a Receber) tem o objetivo de ampliar sua capacidade de atendimento.

A ferramenta havia sido suspensa em 25 de janeiro, um dia depois do anúncio da existência de R$ 8 bilhões esquecidos. O número de acessos desestabilizou o site do BC, que hospedava a ferramenta.

Segundo a autarquia, no dia do lançamento (24 de janeiro), a quantidade de acessos ao site foi 20 vezes maior do que em um dia de alto volume —ou 50 vezes maior do que um dia normal.

Todo o relacionamento com o cidadão se dará por meio desse novo canal. Não será possível consultar ou solicitar valores depositados no SVR no site principal do BC ou pelo Registrato, sistema usado também para a consulta a informações financeiras pessoais como empréstimos e financiamentos contratados, cheques devolvidos e lista de chaves Pix cadastradas.

No site exclusivo para consulta, haverá um passo a passo para o resgate do dinheiro esquecido.

Antes da suspensão, 79 mil cidadãos e empresas conseguiram consultar o SVR e 8.500 solicitações de devolução foram formalizadas. Isso representa cerca de R$ 900 mil já recuperados.

Em uma primeira fase de saques, o BC estima a devolução de R$ 3,9 bilhões a 27,9 milhões de CPFs (cadastros de pessoas físicas) e CNPJs (cadastros nacionais de pessoas jurídicas).

Nesta etapa, terão direito a reaver o dinheiro esquecido titulares de contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível.

Serão ainda devolvidas tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em termo de compromisso assinado pelo banco com o BC.

Além disso, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito e recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados também poderão ser reavidos.

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