Após tragédia, MP-AM cobra providências para retirar famílias de áreas de risco em Manaus

Texto: Naine Carvalho

A Prefeitura de Manaus tem até 31 de março para adotar providências e elaborar plano de ação para retirar famílias em áreas de risco na capital. A exigência é do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que cobrou medidas após deslizamento de um barranco, no bairro Jorge Teixeira, na zona Leste, matar oito pessoas e deixar mais de 100 famílias desabrigadas.

O pedido do documento foi feito por meio da 63ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa da Ordem Urbanística do MP-AM. O município também deverá apresentar um plano de urbanização para áreas que podem ser urbanizadas.

Segundo o titular da 63ª Prourb, Paulo Stélio Sabba Guimarães, o órgão está executando um plano de ação, no qual exigirá um cronograma de obras.

“Se nós tivermos uma política pública voltada para a habitação popular, muitas situações, como a que ocorreu, não acontecerão novamente. Se o poder público não disponibilizar meios necessários para que as pessoas possam ter uma moradia segura, irão se instalar onde der, colocando-se em uma situação difícil. Estamos diligentes e vamos continuar cobrando providências”, declarou.

Cerca de 125 casas foram interditadas pela Defesa Civil de Manaus, no entorno da rua Pingo D’Água, no Jorge Teixeira, devido ao risco de outros deslizamentos na região onde ocorreu a tragédia. As famílias retiradas do local estão em processo de realocação. Conforme levantamento da prefeitura, Manaus possui mais de mil áreas de risco, sendo 62 consideradas de alto risco.

O Toda Hora entrou em contato com a prefeitura de Manaus solicitando nota sobre o assunto. Caso haja resposta esta reportagem será atualizada.

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