Gabriel Santos Figueiredo, de 17 anos, foi assassinado com vários tiros na cabeça na noite dessa terça-feira (6/5), dentro da própria casa, na Comunidade Val Paraíso, entre as ruas 13 e 14, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. Segundo a polícia, a mãe do jovem presenciou o crime e chegou a implorar pela vida do filho.

De acordo com a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), um grupo com cerca de 15 criminosos armados invadiu a residência para executar Gabriel. O crime aconteceu pouco depois da mãe da vítima voltar do supermercado. Ela relatou que, ao se aproximar da casa, foi abordada por homens armados que pediram que ela seguisse para o imóvel. Quando chegou, já ouviu os tiros e se deparou com o filho sendo morto.

Ela contou ainda que Gabriel não tinha envolvimento com o crime e que havia acabado de chegar do trabalho no momento do ataque.

As informações preliminares apuradas pela polícia apontam que os tiros atingiram, principalmente, o rosto e a cabeça do adolescente. Os disparos foram tão violentos que um dos olhos da vítima foi arrancado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito. A área foi isolada e a Perícia Técnica do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foi chamada para realizar os procedimentos no local, em seguida, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

Possível ligação com o tráfico
A mãe da vítima também revelou aos policiais que outro irmão de Gabriel era envolvido com o tráfico de drogas, mas foi morto há três meses, no dia 21 de fevereiro. Apesar disso, ela afirmou que não sabia se o adolescente também tinha ligação direta com o crime organizado.

A informação levanta a hipótese de que a ligação do irmão com uma facção criminosa pode ter motivado a execução de Gabriel.

Suspeito é preso
Um homem, que não teve o nome divulgado, foi preso horas depois do crime no mesmo bairro, suspeito de participar do assassinato de Gabriel. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias da prisão.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) continua com as investigações para apurar se há relação entre as mortes dos irmãos.

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