Por meios de suas redes sociais, a deputada Joana Darc (UB) anunciou, na quinta-feira (1º/02), que protocolou uma notícia-crime na Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, no Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus, contra as ameaças que vem sofrendo de “rinheiros” (pessoas que participam de rinha), após o desmonte um rinha de galo na região rural da capital.
Joana tomou a iniciativa após inúmeras pessoas, ligadas aos rinheiros, enviarem mensagem nas redes sociais de cunho ameaçador, por conta da ação que tornou a parlamentar em fiel depositária dos 80 galos resgatados na rinha. Inclusive, ressaltou a participação de pessoas de fora do Amazonas, que traziam seus animais para lutar até a morte em apostas de rinhas.
“Estou como fiel depositária desses animais porque fui ajudar a polícia nessa questão, e estou sendo ameaçada, recebendo centenas de ameaças pelas redes sociais. A maioria dos envolvidos são pessoas de fora, inclusive, autoridades que promovem esse tipo de evento. E essas pessoas estão instigando, principalmente um dono de alguns galos, uma rede de ódio contra a minha pessoa e meu mandato”, pontuou.
Relembre o caso
No último sábado (27/01), o Batalhão de Policiamento Ambiental do Amazonas (BPAmb) desmantelou uma rinha nacional de galos no ramal do Pau Rosa, localizado na BR-174, no Amazonas, após uma denúncia anônima à Comissão de Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Amazonas (CPAMA-Aleam), presidida pela deputada Joana Darc.
No local, mais de 80 galos foram apreendidos e resgatados pelos policiais, resultando na detenção de cerca de 16 ‘rinheiros’. De acordo com informações colhidas no local, os organizadores das rinhas eram de Boa Vista (RR) e cobravam 100 reais por pessoa para a entrada, com apostas mínimas variando de 500 reais a 10 mil a 20 mil reais.
Condição dos animais
De acordo com a parlamentar, os galos estavam em situação de maus-tratos, com lesões peitorais, nas asas, com hipertermia (aumento da temperatura corporal do animal devido à exposição excessiva ao sol e ao calor), alguns cegos e sem esporão. No local também foi encontrado esporão artificial e galos mortos.
“Como deputada e protetora dos animais, estou fazendo o meu papel e espero fazer o meu trabalho em paz para garantir o bem-estar desses galos, dessas aves, que nunca mais vão precisar lutar, combater e sofrer maus-tratos dessa forma novamente”, afirmou.
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