Golpe: operação prende grupo criminoso que prometia redução de dívidas

Nove integrantes de um grupo criminoso especializado na aplicação de golpes de falsa redução de dívidas de financiamento bancário foram presos durante a Operação Loki, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), nesta quarta-feira (15). Seis mandados de prisão foram cumpridos em Manaus. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (16).

A empresa denominada “Solução Financeira” atraía centenas de vítimas por meio de propaganda em veículos de comunicação, prometendo falsamente reduzir as dívidas de financiamento de veículos em até 70%. As investigações que culminaram na operação contra o grupo criminoso tiveram início há cerca de dois meses.

“Eles investiam bastante em propaganda com o objetivo de atrair o maior número possível de vítimas. Chegando lá, as pessoas fechavam os contratos e pagavam entre R$ 4 e 20 mil, davam um valor de entrada e parcelavam o restante em vários boletos. No entanto, após alguns meses, as pessoas percebiam que nada havia sido feito e acabavam tendo seus veículos apreendidos caso não negociassem diretamente com os bancos”, explicou o delegado Mauro Duarte, titular do 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Algumas vítimas chegaram a realizar pagamentos de R$ 20 mil pelo suposto serviço. Contudo, nada era feito.

Golpe: operação prende grupo criminoso que prometia redução de dívidas
Material apreendido durante a operação policial – Foto: Divulgação/PC-AM

Presos

Durante a operação, foram presos os donos da empresa investigada, Daniella Weiber e Thiago Aldo, em Cascavel (PR). E seis funcionários foram presos, temporariamente, em Manaus; e um gerente em Campinas (SP). As investigações irão continuar para averiguar a participação dos funcionários nos crimes.

Na sede da empresa, localizada na avenida Urucará, bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Na ocasião, foram apreendidos 18 computadores, mais de 20 aparelhos celulares e centenas de contratos e carnês bancários.

Os donos e funcionários da empresa responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa, sonegação fiscal, não fornecimento de nota fiscal de serviço e lavagem de dinheiro. Todos passarão por audiência de custódia e ficarão à disposição do Poder Judiciário.

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